“Amar talvez seja isso: descobrir o que o outro fala mesmo quando ele não diz…”
Uma pessoa jamais se sentirá plena se amar só um pouco, pela metade, se não se entregar completamente. Repare que é completamente, não insanamente. Há quem confunda e ache que amor é feito de qualquer jeito, entre tapas e beijos, às vezes mais “tapas” que beijos. Sinceramente, isso não tem cara de amor, é falta de sossego. E se não se tem paz, não dá pra amar. Brigar desgasta, dá desgosto. Fujamos de afetos assim. Amor tem que ter constância. E consistência. Ama-se todos os dias, mesmo que o dia não seja o melhor. O amor fica impresso no silêncio, no respeito ao espaço e tempo do outro, na companhia para o descanso e na esperança de que o outro dia seja melhor. O amor não precisa ser falado, embora seja gostoso ouvir um “eu te amo” da pessoa amada. Isso não tem preço e é um prazer absurdo. Mas ele está muito mais no toque, na forma de falar e no jeito de olhar. Amor é mais sensação que palavras ditas. Não pode afirmar que ama, alguém que não demostre alegria em falar...